É certo que inovações e inventividades são sempre muito bem-vindas, mas, às vezes, as mecânicas mais simples e as premissas mais básicas são aquelas que conseguem esquentar o nosso coração. Labyrinth Legend é isso: um dungeon crawler pouco inovador, mas belo na simplicidade.

  • Jogo: Labyrinth Legend
  • Desenvolvedora: Shinobi Games, Sasuke Shimoyama
  • PublicadoraNIS America
  • Lançamento: 21 de julho de 2020
  • Número de Jogadores: Single player
  • Gênero: RPG Dungeon Crawler
  • Plataformas: Nintendo Switch, Android, PC
  • Site Oficial: Aqui

Apresentação

Shinobi Games e Sasuke Shimoyama são desenvolvedoras fruto de projetos pessoais de dois desenvolvedores independentes, motivados por uma infindável paixão por jogos eletrônicos. Essa paixão trouxe como resultado o primeiro, e até hoje, o único projeto lançado das desenvolvedoras: o RPG dungeon crawler Labyrinth Legend.

Labyrinth Legend Logo

O Labirinto Amaldiçoado

Reza a lenda que nas regiões mais obscuras do Reino mágico de Kanata está escondido um tesouro de valor inestimável, que contém dentro de si uma fonte de poder antigo jamais contemplada por outro. Porém, um labirinto amaldiçoado, imerso nas sombras e que abriga as mais horrendas e tenebrosas criaturas, cerca o tesouro perdido, impedindo que qualquer um que não seja digno de passar por todos os seus obstáculos e se tornar a Lenda do Labirinto possa ter contato com as riquezas escondidas no mais profundo abismo do Labirinto.

Essa é a premissa inicial do game, contada de uma maneira tímida, em uma cutscene simples e rudimentar, com algumas poucas legendas antes de começar de fato o game, mas que já serve o necessário para não ficarmos perdidos na nossa própria missão. Logo depois da cutscene, somos jogados pra um criador de personagem, bem pouco robusto para falar a verdade. Nele podemos escolher a nossa aparência, dentre algumas poucas opções pré-definidas, nosso nome, e a nossa classe, entre Andarilho, feiticeiro, ou nightcrawler, cada uma contendo uma habilidade especial diferente, e um estilo de combate distinto.

Explorando as masmorras

Começamos a nossa jornada em Labyrinth Legend, conhecendo uma pequena vila de Kanata, que, apesar de pequena, é o ponto mais importante do game. Além da vila servir como uma espécie de “safe place”, dispondo de vários NPCs que te ajudam durante sua jornada, oferecendo upgrades, venda de itens ou até monstros parceiros que concedem buffs ao entrar nas masmorras, a vila ainda serve como uma Hub para entrar no labirinto, onde você seleciona a área que deseja explorar, e entra na masmorra.

A ação começa definitivamente assim que entramos na masmorra, que é dividida em 5 andares gerados de maneira aleatória, que devem ser passados todos de uma só vez, isso significa que cada vez que você entra na fase, ela está completamente diferente, mantendo apenas o nível e a variedade de inimigos da área, ultrapassado o último andar da área, devemos enfrentar um boss para liberar a próxima fase. E é aqui que o vício começa, pois, como as áreas são criadas de forma aleatória, o fator surpresa da exploração sempre está presente, o que ajuda e muito para de deixar imerso no jogo por horas. Mas o fator que mais casa com o sistema meio rogue like do game, é o seu combate.

O combate do game é simples e intuitivo, e ao mesmo tempo é o ponto central da experiência. Temos um botão de ataque, que dependendo da arma usada, consome uma certa quantidade de mana, que pode ser restaurada tomando poções ou, no caso de quem for jogar de Feiticeiro, utilizando a habilidade especial que recupera a mana inteira. Além disso, existe um botão de esquiva, que é bem útil principalmente nas lutas contra os chefes, já que praticamente todos eles se mexem bastante pela arena, e causam bastante dano em seus ataques.

Um labirinto cansativo

Como nem tudo são flores, Labyrinth Legend sofre com um problema muito grave, vindo diretamente de um ponto que eu já citei como positivo: a sua simplicidade. Parece bem contraditório, mas o sentido para isso você só encontra depois das primeiras horas do jogo, logo depois de passar muito tempo para completar uma masmorra, ou para derrotar um chefe. Depois de algumas horas, as simples mecânicas de Labyrinth Legend, que além dos upgrades, não apresentam inovações durante o resto do jogo, acabam se tornando monótonas demais, e sendo elas o ponto central para o funcionamento do jogo, todo o resto perde o brilho. O combate se torna enjoativo, a exploração já não é mais prazerosa, e as masmorras se tornam cansativas. A verdade é que falta equilíbrio em Labyrinth Legend.

Existe uma linha muito tênue entre o simples e o simples demais. Labyrinth Legend se apresenta como um jogo do lado simples da força, mas a medida em que você imerge no que o game te oferece, as coisas vão ficando mais transparentes, e de pouco a pouco, o jogo ultrapassa esse limiar, se tornando apenas obsoleto e enjoativo. E não me entendam mal, não estou dizendo que todo game deve ser inovador ou algo do tipo, mas é que quando um game te propõe uma experiência, a partir de uma premissa que já é muito básica desde os momentos iniciais de sua narrativa, a gameplay do jogo deve traçar alguma estratégia para te manter ativo até o final do game.

Labyrinth Legend – Vale a Pena?

Labyrinth Legend, mesmo no meio de problemas quanto à sua própria estrutura, é um jogo extremamente capaz de render altas horas de diversão escapista, principalmente se for jogado de forma dosada, mantendo a experiência menos enjoativa e mais viciante. Fica aqui então a minha recomendação para aqueles que gostam de jogos simples, viciantes, e cheios de exploração!

Labyrinth Legend foi avaliado através de uma cópia gentilmente cedida pela NIS America – Agradecemos a cordialidade!

Confira também nossos outros reviews.

Labyrinth Legend

Gráficos - 60%
Jogabilidade - 65%
Diversão - 75%
Som - 85%
Dificuldade - 80%
Fator Replay - 70%

73%

Labyrinth Legend, mesmo no meio de problemas quanto à sua própria estrutura, é um jogo extremamente capaz de render altas horas de diversão escapista, principalmente se for jogado de forma dosada, mantendo a experiência menos enjoativa e mais viciante. Fica aqui então a minha recomendação para aqueles que gostam de jogos simples, viciantes, e cheios de exploração!

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