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REVEIL | REVIEW

Observe atentamente, para que seus olhos não o enganem

Bora falar de um dos gêneros que mais gosto no mundo dos games, por isso será um prazer fazer a review do aguardado REVEIL, uma experiência narrativa de terror psicológico que promete agradar aos fãs desse estilo de jogo. REVEIL está sendo lançado hoje, portanto é um bom motivo para você conferir nossa matéria e saber mais sobre o jogo. Confira

  • Desenvolvedora: Pixelsplit
  • Publicadora: Daedalic Entertainment
  • Lançamento: 06 de março de 2024
  • Número de Jogadores: 1
  • Gênero: Terror Psicológico
  • Plataformas: PS5, XSSX, PC
  • Site OficialAqui

Sente-se e aproveite a história

Nossa aventura começa quando revivemos as piores memórias de Walter Thompson nesta experiência narrativa de terror psicológico que parece saída diretamente do cérebro de Alfred Hitchcock ou Stephen King. Exploraremos o labirinto decadente da mente de Walter, resolvendo quebra-cabeças baseados em sua vida em um circo abandonado dos anos 1980.

As coisas começam a acontecer assim que acordamos. Você está desorientado. Sua cabeça dói. As coisas parecem surreais, mas familiares. Sua esposa Martha e sua filha Dorie não estão lá. Por quê?

Procurando respostas, você explora seu ambiente e fragmentos de memórias. Em sua jornada você é repetidamente confrontado com tarefas complicadas, movido pelo desejo de descobrir o que está acontecendo. O que aconteceu ontem à noite? Por que você não consegue pensar em outra coisa além de seus dias como construtor de palco no circo?

À medida que as coisas ficam mais loucas e bizarras, os limites entre realidade, memória e imaginação tornam-se cada vez mais confusos e você percebe: não há como retroceder. Você tem que fazer o que for preciso para encerrar esta história, não importa a que custo. A única coisa que te impede de desistir é a vontade de encontrar Martha e Dorie. Não feche os olhos para as dicas deixadas pelos dois, mas mantenha-os bem abertos… e tente não perder a cabeça.

“A sensação de segurança é ilusória. Ainda não acabou.”

REVEIL – Foto Divulgação Daedalic Entertainment

Como podemos notar, REVEIL traz uma história bem similar ao que já conhecemos em jogos do estilo como Visage e Martha is Dead. Não que isso seja um problema, muito pelo contrário, pois se na superficialidade, temos influências desses jogos, a verdade é que em seu íntimo, REVEIL apresenta boas inovações. Além disso, o jogo não se baseia em acontecimentos lineares, a narrativa é focada totalmente em um pesadelo psicológico, e que em muitos momentos parece ser um delírio do protagonista, deixando o jogador apreensivo e confuso, mas tudo faz parte da trama.

Controlando seus medos

No que se refere aos controles do jogo, eles são bem simples, como acontece geralmente nesse tipo de jogo. Entretanto, ainda que os controles sejam simples, se resumindo a verificar e coletar itens, eles não são intuitivos. A impressão que temos é que os controles foram mal planejados, pois como disse acima, não utilizamos mais que 4 botões com ações simples, mas mesmo assim, demoramos a nos acostumar com eles.

REVEIL é um jogo com muitos itens espalhados ao longo de seus capítulos, ainda que a maioria desses não sejam obrigatórios para o avanço na história, eles auxiliam no entendimento da narrativa e na conclusão dos enigmas do jogo, que não são poucos. Com isso, nos primeiros momentos do jogo, nós pegamos confundindo os controles. Um bom exemplo disso, é na hora de coletar os itens, ainda que você verifique um item, você precisa pressionar outro botão para coletar esse item. Não é nada que interfira diretamente na diversão, mas poderia ser algo mais intuitivo.

REVEIL – Foto Divulgação Daedalic Entertainment

A sensibilidade aos movimentos do personagem é bastante abrangente, como o jogo tem versões para PC, acredito que essa sensibilidade deve ser uma herança dessa versão, pois as configurações iniciais deixam claro que foram definidas para jogar no teclado e mouse. De qualquer forma, essas configurações, tanto dos botões, quanto da sensibilidade dos direcionais, podem ser modificadas a qualquer momento nas configurações do jogo.

A beleza entre a fantasia e a realidade

Graficamente falando, temos um jogo que explora, de maneira muito interessante, o imaginário circense, que para muitos, além de ser a primeira impressão de diversão, também e explorado como um cenário de terror, contrapondo a lógica. Ainda que tenhamos toda a impressão lúdica e divertida, essa temática está distorcida, com claros elementos que mostram um cenário perturbado e com distorções psicológicas.

Além desses elementos fantasiosos, uma das melhores sacadas de REVEIL, foi posicionar os elementos gráficos as frustrações cotidianas do nosso protagonista, mantendo tudo em um plano que não foca apenas na fantasia. O jogo aborda e consegue trazer elementos gráficos que vão do imaginário e da perturbação psicológica, a elementos comuns do cotidiano de uma família.

O design gráfico é acertado e fará você se lembrar de P.T e Visage, caso tenha conferido esses jogos. Os desenvolvedores foram felizes em colocar elementos que brincam com a percepção do jogador, e tanto no circo como em seu apartamento, teremos sensações que o jogo está brincando conosco. Vale ressaltar que o jogo não se limita a colocar o jogador em ambientes escuros para forçar uma pressão psicológica. REVEIL tem vários momentos em que jogaremos a luz do dia, provando que o medo não está associado apenas a escuridão, e sim a elementos pontuais.

Além de tudo isso, ainda temos uma interação com diversos enigmas que vão forçar a percepção e raciocínio do jogador. Ainda que essa seja uma das melhores partes do jogo, as interações incessantes podem frustrar alguns jogadores que procuram uma narrativa mais fluída, mas não se deixe levar por isso, faz parte da diversão, e conforme avançamos no jogo, tudo fica mais lógico. Os puzzles são os mais diversos possíveis, transitando entre brinquedos e parafernálias energéticas e experimentais. Se você é daqueles jogadores que adoram um troféu/conquista, o jogo oferece essa possibilidade, com uma lista bem balanceada e que premiará o jogador mais atento, sem forçar a barra com exigências mirabolantes.

REVEIL – Foto Divulgação Daedalic Entertainment

REVEIL — Vale a pena?

REVEIL criou muita expectativa ao longo de seu desenvolvimento, e não decepciona, desde que suas expectativas não estejam além do que o jogo prometeu. Desde que a demo de P.T foi lançada, o gênero de terror psicológico ganhou novos elementos, e REVEIL aproveita bem o melhor desses elementos e nos brinda com uma ótima narrativa.

A história vai além de uma narrativa fantástica de terror, tem na sua abordagem dos problemas familiares, seu ponto forte. Ainda que tenhamos um protagonista atormentado, desde o início do jogo, temos pistas de como esse problema evoluiu e inspira o jogador mais maduro a ponderar sobre determinadas abordagens do cotidiano e seus relacionamentos.

REVEIL foi avaliado mediante uma cópia gentilmente cedida pela Daedalic Entertainment – Agradecemos a cordialidade!

REVEIL

Gráficos - 7
Jogabilidade - 7
Diversão - 8
Som - 8.5
Dificuldade - 8
Fator Replay - 8

7.8

Bom

REVEIL é uma experiência de terror psicológico que coloca o jogador na mente conturbada e nos problemas do cotidiano do protagonista. Influenciado por jogos como P.T e Visage, o jogo oferece um terror inteligente e agradará fãs de jogos de terror.

Site Oficial
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Marcelo Souza

Apaixonado por jogos e consoles desde 1990. Quando não esta escrevendo em algum site de games, esta jogando ou ensinando o Felipe a jogar.

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