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Monster Menu: The Scavenger’s Cookbook | REVIEW

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Espero que esteja com fome, porque o mais novo SRPG da NIS America, Monster Menu: The Scavenger’s Cookbook, é todo sobre comida! Mesmo que carne de monstros recém-mortos seja bem insalubre, vale tudo pela sobrevivência!

  • Jogo: Monster Menu: The Scavenger’s Cookbook
  • Desenvolvedora: Nippon Ichi Software
  • Publicadora: NIS America
  • Lançamento: 23/05/2023
  • Número de Jogadores: 1
  • Gênero: SRPG (Strategic Role-Playing Game)
  • Plataformas: Playstation 4, Playstation 5, Nintendo Switch
  • Site Oficial: Aqui

Vale Tudo para Sobreviver

A premissa de Monster Menu: The Scavenger’s Cookbook é muito simples. Controlamos um grupo de aventureiros esfomeados tentando sobreviver em uma área inóspita e incrivelmente mortal. Não há mais civilização no local, e nossa única forma de não morrer de inanição é colher o que encontrar pela frente e devorar os monstros à vista.

Monster Menu: The Scavenger’s Cookbook é um SRPG comum, em que nosso único objetivo real é a sobrevivência. Os calabouços são divididos em andares, e quanto mais fundo for o local de exploração, mais difíceis serão os inimigos que nos esperam. Conforme exploramos o local, o tempo passa. A nossa luta é contra o tempo, e consequentemente, contra a fome, pois há um medidor de fome e sede para cada personagem que se esvai conforme o tempo passa. O nosso principal objetivo é obter recursos que nos permita sobreviver conforme adentramos cada vez mais fundo no calabouço.

A exploração segue no estilo Roguelike, com cenários de layout randomizado, que muda a cada vez que visitamos. A morte é inevitável, e a cada vez que morremos, voltamos desde o início, no nível 1, tendo que coletar tudo de novo. Enquanto exploramos, encontramos itens e baús com equipamentos que ajudam a fortalecer nossos personagens. Equipamentos e itens criados ficam com a gente mesmo após a morte, mas a comida e os itens comuns não, mantendo o senso de sobrevivência a cada nova investida.

Aventureiros Esfomeados

Todos os personagens do jogo são criações. Há modelos pré-definidos, mas o jogador pode alterar diversas características físicas e de personalidade, mas apenas de forma cosmética. Há algumas variações de cabelo, rosto e expressão, mas nada muito rebuscado. As principais variações ficam por meio de cores das vestimentas. As vestimentas em si não podem ser alteradas, no caso, apenas as cores.

Existem diversas classes para escolher. As classes mais comuns em jogos do gênero, como Swordwielder (Espadachim), Lancer (Lanceiro), Archer (Arqueiro) e Mage (Feiticeiro), estão presentes, e dispensam explicações. Opções menos comuns envolvem Berserker (Enfurecido), uma classe focada em força bruta, e Adventurer (Aventureiro), um faz-tudo sem especialidade específica. As opções mais inusitadas incluem ainda Chef (Chefe de Cozinha), uma classe que não é especializada em combate, e sim na produção de pratos melhores e mais requintados, e Jobless (Desempregado), uma classe que realmente é ruim em tudo, mas possui o maior potencial de crescimento possível.

A escolha da classe irá afetar quais armas aquele personagem pode usar, assim como quais habilidades ele pode ter em batalha. É sempre bom manter um time variado, mas a sua composição pode ser alterada a qualquer momento, então fique à vontade para explorar novas classes e alternativas sempre que achar que seu time precisa de uma renovação.

Matar um Monstro por Dia

Os calabouços são inóspitos e repletos de perigos. Como se não bastasse os perigos comuns do dia, os inimigos ficam ainda mais ferozes e agressivos à noite, então é preciso ter cautela quando for explorar à noite. Caso queira fortalecer os personagens, pode ser uma boa pedida, mas caso contrário, vale a pena tentar avançar rapidamente para chegar a um acampamento. O grupo possui uma base de operações, para onde voltamos sempre que morremos. Também é possível estabelecer um novo acampamento sempre que avançar de andar. É no acampamento que podemos fazer diversas coisas, como cozinhar alimentos melhores e fabricar itens. Também é possível descansar, o que nos permite recuperar toda a vida e avançar o tempo entre dia e noite, mas ao custo de aumentar muito as nossas taxas de fome e sede (conforme a vida recuperada). Como descansar é opcional, não há motivo para não visitar o acampamento sempre que subir de andar.

Enquanto exploramos os calabouços, encontramos diversos itens e equipamentos, e também adquirimos ingredientes ao matar os monstros. Tudo vai para um inventário, que é limitado. O espaço para inventário é baseado no total de peso que seus personagens são capazes de carregar, de acordo com suas respectivas classes. Não irá demorar muito para ficar com o inventário completamente cheio, e então seus personagens mal conseguirão andar. Será preciso consumir os itens ou jogar fora algum equipamento para sempre. Mas não se preocupe: sempre encontrará mais pelo caminho.

O jogo possui um medidor de calorias e água, representando o nível de fome e sede do personagem. Personagens famintos e sedentos não conseguirão usar habilidades e estarão muito mais vulneráveis a ataques inimigos, então precisará conseguir uma refeição rapidamente. Quando a fome bater, não tem outra alternativa: precisamos comer! É possível comer monstros mortos durante a batalha, recuperando a vida e também restabelecendo medidores de fome e sede, além de fornecer vantagens para o restante da batalha, mas em contrapartida não poderá obter recursos dos monstros devorados.

Cozinheiro Cinco Estrelas

Os ingredientes adquiridos possuem uma barra que indica o quanto são frescos. Conforme o tempo passa, os ingredientes deixam de ser frescos e podem até mesmo apodrecer, então vale a pena usar os ingredientes enquanto ainda estão frescos e úteis. Por esse mesmo motivo, não adianta tentar guardar muitos ingredientes no seu inventário por muito tempo. Se demorar muito para usar os ingredientes, eles irão apodrecer ou perder parte da eficiência. Os alimentos e ingredientes adquiridos podem ser consumidos diretamente nos calabouços, e é possível escolher se quer fritá-los, grelhá-los ou outra coisa do tipo, antes de comer. Ingredientes individuais não enchem quase nada os atributos, e só devem ser consumidos assim em caso de extrema necessidade. Para prepará-los devidamente em refeições robustas, é preciso estar no acampamento.

O tipo de comida que poderá preparar depende dos ingredientes que possui e a expertise dos seus personagens (ter um chef no time faz toda a diferença). A qualidade da comida, por sua vez, dependerá da qualidade dos ingredientes disponíveis. No geral, apenas para matar a fome e a sede, qualquer refeição serve, porém, com refeições melhores, poderá conseguir bônus importantes no ataque, defesa e outros atributos dos personagens. Cada personagem também possui um prato preferido, e caso forneça a um personagem seu prato preferido, ele ganhará ainda mais atributos bônus. Mas atente-se que os personagens também possuem pratos que não gostam, e se tiverem que comer um prato que não gostam, eles não ficarão contentes e ainda receberão menos atributos.

Em último recurso, é possível fornecer comida podre e pratos com ingredientes apodrecidos aos personagens. Evidentemente, isso só deve ser feito em último caso, mas ainda serve como um recurso extra. Cada personagem possui uma barra de felicidade, que se esvai a cada vez que ele é forçado a comer algo podre ou que não gosta, e enche quando come refeições saudáveis ou pratos preferidos. Manter seus personagens saudáveis mas também felizes é essencial para conseguir avançar na aventura.

A Lei do Mais Forte

Enquanto exploramos os calabouços, podemos encontrar os inimigos caminhando pelo local, e ao entrarmos em contato com eles, a batalha se inicia imediatamente, no mesmo local. O combate do jogo é por turnos, em um campo de tabuleiro. É como qualquer jogo do gênero, em que personagens mais rápidos agem primeiro e é preciso se movimentar até o local do inimigo para poder atacá-lo. Atacar inimigos pelas costas ou pelos lados causa dano maior, e isso também vale para o dano recebido pelos seus personagens. Lutadores físicos precisam estar diante do inimigo para acertá-lo, enquanto arqueiros e feiticeiros podem atacar à distância, cada um com seus pontos positivos e negativos.

Cada classe de personagem possui habilidades específicas que não consomem MP, e sim as barras de calorias e sede. Ou seja: quanto mais usar habilidades poderosas em batalhas, mais faminto ficará ao final da luta. Muitas vezes, o custo benefício vale a pena, então não economize em habilidades poderosas, principalmente as que atingem múltiplos inimigos de uma só vez. Conforme avançar, começará a enfrentar hordas de inimigos juntos.

Conforme vencemos batalhas, ganhamos experiência e evoluímos de nível. Isso é muito importante, pois sempre começamos no nível 1. A cada nova jornada, será preciso evoluir nossos personagens desde o início, então precisará acumular experiência a cada vez. É possível desviar dos inimigos, ou fugir das batalhas, mas isso não irá adiantar nada. Mesmo que seja possível ignorar os inimigos e ir correndo até a saída, isso só deixará seu grupo mais fraco. Caso faça isso, começará a encontrar inimigos cada vez mais poderosos nos andares superiores, e não terá condições de derrotá-los com um nível fraco. O segredo é ter paciência e enfrentar a maioria ou todos os inimigos que encontrar, pois os níveis a mais farão toda a diferença quando estiver lá em cima.

Será Caçado ou o Caçador?

Nas primeiras vezes que jogar, será impossível chegar muito longe. Como em qualquer roguelike, a morte e o começo são inevitáveis. Nosso grupo avança até um determinado andar, até encontrarmos um inimigo poderoso demais para conseguirmos enfrentar, e então morremos. A cada morte, voltamos ao começo, perdemos toda a experiência adquirida, assim como toda a comida e itens. Só ficamos com equipamentos e os itens que conseguirmos fabricar ao longo da aventura.

E é justamente esses itens e equipamentos que nosso grupo fica cada vez mais forte, sempre que recomeça. Já começar a exploração com excelentes equipamentos, armadilhas, flechas e outros itens fará com que a nova investida fique ainda mais fácil. Mas ainda não é garantia de sucesso, uma vez que encontraremos inimigos ainda mais fortes nos andares superiores, e o avanço provavelmente terminará em fracasso mais uma vez, até ficarmos realmente fortes a ponto de aguentar toda a árdua jornada.

Muitas vezes, o sucesso da expedição depende da sorte. Como nunca dá para saber o que nos espera, ficamos entregues à própria sorte. Pode ser que, ao avançar de andar, cheguemos ao interior de um covil repleto de monstros de alto nível, em que nossa única alternativa é sair correndo (e nem sempre é possível). Ou então, podemos nos deparar com um poderoso chefe de fase, que também irá representar um grande desafio a ser batido. A cada 10 andares, irá enfrentar um poderoso chefe de fase, que precisará ser derrotado, e servirá como um bom “medidor de força” para saber se estamos ou não preparados para o que está por vir. E é bom que esteja preparado mesmo.

Para facilitar nossa jornada, podemos usar altares espalhados pelo jogo. Esses altares usam itens adquiridos em batalha (a única coisa semelhante a “dinheiro” no jogo) para comprar vantagens adicionais. Podemos aumentar os atributos dos nossos personagens, deixar os inimigos mais fortes (o que renderá experiência extra) ou aumentar a nossa extensão de calorias, entre outras vantagens e desvantagens. O problema é que essas vantagens duram apenas aquela expedição, e ao começarmos de novo, perdemos tudo. Além disso, as vantagens disponíveis no altar podem variar de expedição em expedição, então nem sempre irá encontrar aquela vantagem que queria anteriormente.

Refeição Completa, Mas Sem Sobremesa

Monster Menu: The Scavenger’s Cookbook tem tudo para agradar aos fãs do gênero, e é um jogo com a cara da Nippon Ichi Software. O estilo de arte do jogo é bem característico dos jogos da empresa, então já pode esperar por aqueles personagens caricatos e de feições exageradas, que tanto marcam séries como Disgaea e The Labyrinth of. O visual anime do jogo agrada com relação aos personagens, mas os cenários em 3D são excessivamente simples, deixando a desejar para quem esperava algo mais refinado. Mesmo o visual “de fundo” dos calabouços, ou os objetos e inimigos, é tudo simples demais. Essa falta de capricho me impede de dar a nota máxima em diversos aspectos.

Na parte sonora, o jogo mantém uma ambientação interessante, com músicas que dão um bom tom de acordo com o cenário em que estamos. As músicas são cativantes e interessantes o suficiente. Os personagens possuem voz, mas quase não falam no decorrer do jogo. Monster Menu: The Scavenger’s Cookbook quase não possui uma história a ser seguida, apenas com leves nuances a alguns personagens contada por textos após derrotarmos alguns chefões. Como o jogo é quase todo focado na ação, então não precisa ter um forte domínio da língua inglesa para conseguir jogar. Porém, o jogo está em inglês nas legendas e japonês nos áudios.

O jogo não é curto, e eu me diverti muito jogando. Mesmo com a repetição característica do gênero, cada nova jornada sempre apresenta alguma novidade que nos instiga a continuar jogando e tentando chegar cada vez mais longe. Sempre há uma nova estratégia a se tentar formar, com múltiplas variações, então o Fator Replay do jogo se mantém alto, contanto que a pessoa realmente goste de montar estratégias em RPGs de turno.

Se jogos do gênero Roguelike costumam não lhe agradar muito por conta da dificuldade, saiba que Monster Menu: The Scavenger’s Cookbook é sim difícil, mas não tanto quanto outros Roguelikes semelhantes no mercado. Comparado com eles, é até mesmo bem fácil e acessível. Para começar, há três dificuldades para escolher no jogo: Easy, Medium e Hard. Fique à vontade para reduzir a dificuldade do jogo caso esteja empacado em algum chefe, ou aumentar se o jogo estiver fácil demais. Pode alterar a dificuldade a qualquer momento no menu de configurações. Além disso, é possível salvar o jogo manualmente no acampamento, então pode ter sempre um save de segurança caso encontre alguma infelicidade pelo caminho. Mas não espere que será uma jornada fácil demais, mesmo com essas facilidades.

Monster Menu: The Scavenger’s Cookbook – Vale a Pena?

Monster Menu: The Scavenger’s Cookbook é mais um RPG Roguelike no mercado, com a assinatura característica da Nippon Ichi Software. O jogo não possui elementos suficientes para atrair quem não curte o gênero, mas certamente conseguirá agradar os fãs do estilo. Não tenta inovar muito em nada, o que é uma pena, mas é um prato cheio de conteúdo. Espere por uma boa e gratificante aventura.

Monster Menu: The Scavenger’s Cookbook foi avaliado através de uma cópia gentilmente cedida pela NIS America – Agradecemos a cordialidade!

Confira também nossos outros reviews.

Monster Menu: The Scavenger's Cookbook

Gráficos - 7
Jogabilidade - 8.5
Diversão - 8
Som - 8
Dificuldade - 9
Fator Replay - 9

8.3

Monster Menu: The Scavenger's Cookbook é mais um RPG Roguelike no mercado, com a assinatura característica da Nippon Ichi Software. O jogo não possui elementos suficientes para atrair quem não curte o gênero, mas certamente conseguirá agradar os fãs do estilo. Não tenta inovar muito em nada, o que é uma pena, mas é um prato cheio de conteúdo. Espere por uma boa e gratificante aventura.

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João Paulo Solano Lopes Filho

Sou um fã de videogames desde que me conheço por gente, principalmente de RPGs. Tento convencer os meus pais e a mim mesmo que não sou um viciado (acho).

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