Connect with us

Destaque

Fobia: St. Dinfna Hotel | REVIEW

Published

on

Por muitos anos, algumas empresas tentaram “emular” (para não dizer copiar), a ambientação, puzzles e o terror de sobrevivência que os primeiros jogos das franquias Resident Evil e Silent Hill possuíam.

Pois bem, a Pulsatrix Studios, empresa totalmente brasileira, conseguiu fazer um game que faz jus aos clássicos games de terror e ainda de quebra, consegue inovar em alguns aspectos que com toda certeza deixaram os jogadores de cabelos em pé.

Jogo: Fobia: St. Dinfna Hotel
Desenvolvedora: Pulsatrix Studios
Publicadora: Maximum Games
Lançamento: 30 de Junho de 2022
Número de Jogadores: Single Player
Gênero: Survival Horror, Puzzles
Plataformas: PS5, Xbox Series, PS4, Xbox One e PC

Bem Vindo a Treze Trilhas

Tudo se inicia quando o recém formado jornalista Roberto Leite Lopes decide que precisa de um grande furo jornalístico para assim, alavancar sua carreira, que sejamos sinceros, mal começou.

Dias antes, Roberto recebeu informações de que um Hotel, chamado de Santa Dinfna, localizada na cidade de Treze Trilhas em Santa Catarina, era o lar de uma Ceita secreta e que rituais e desaparecimentos ocorriam no local desde os anos 1960.

Chegando ao tal hotel, roberto logo de cara percebe que, por mais que o local seja extremamente bonito e bem cuidado, algo de “errado não está certo” ali. Mesmo assim ele se hospeda no hotel e começa as suas investigações. Passados mais de uma semana, Roberto percebe que não progrediu em suas investigações e resolve ir embora, achando que apenas perdeu tempo ali no local. Cansado e frustrado, Roberto resolve tomar um banho e descansar, antes de arrumar suas coisas e voltar para casa. É nesse momento que, um buraco estranho se forma na parede do banheiro, algo parecido com um vortex, e dele, algo estranho cai na banheira e todo o local se transforma! Paredes quebradas, moveis caídos e espalhados, corredores bloqueados e pegando fogo… a maior zona!

Coitado do roberto, o cara só queria um furo jornalístico para ter um bom emprego e acaba entrando um um mundo de completo caos, aonde realidade e loucura se mesclam atrás de uma porta de quarto, ou um inimigo que o espreita na curva de uma escada…

Realmente existe uma Ceita? porque existe passagens que só ficam visíveis quando utilizamos a lente especial da nossa câmera? É possível fugir desse pesadelo?

Agora cabe à você jogar Fobia e descobrir os seus mais diversos mistérios.

Como Nos Velhos Tempos

Fobia é uma carta de amor para os grandes clássicos games de terror. Aqui a desenvolvedora Pulsatrix Studios conseguiu reviver o melhor que Resident Evil, Silent Hil e Fatal Frame tem à oferecer. De Resident Evil, temos a exploração, as idas e vindas à locais já explorados, geralmente pegando algum item no meio do caminho, que servirá para abrir alguma porta nova, ou mesmo para conseguir algum código de um cofre e conseguir algum item. Também podemos encontrar mochilas que aumentam os “slots” do nosso inventário, deixando assim que “Beto” consiga carregar mais itens.

De Silent Hill temos os “puzzles”, que incrivelmente são super inteligentes e gostosos de se resolver. Sempre haverá uma dica de como solucioná-los, mas cabe à você jogador interpretá-los da forma correta e resolve-los. Um pouco de paciência e logica fará com que você resolva-os sem maiores problemas. Também seguindo o estilo de Silent Hill, temos a mudança dos cenários, em que certas partes está tudo bonito e organizados e em outras, se parece que fomos para uma outra dimensão do mesmo local, repleto de sangue, carnes e paredes sujas e rabiscadas.

Por fim, Fobia lembra um pouco de Fatal Frame ao empregar na câmera do “Betinho” uma lente especial na qual pode “ver” através do “véu” entre a realidade e o abstrato. Essa lente pode mostrar passagens em paredes sólidas, mostrar mesas aonde só se tem cadeiras e pode revelar informações em paredes ou no chão, que são impossíveis de se verem à olho nu.

Buscando Respostas e Enfrentando Inimigos

Seguindo o estilo empregado pela Capcom em Resident Evil 7, Fobia também tem uma visão em primeira pessoa, mostrando o ambiente pela visão do protagonista, no caso, o “Bebeto“, e o combate segue o mesmo estilo de RE7. Podemos encontrar pistolas, metralhadoras e algumas outras armas para enfrentar alguns inimigos e bosses em todo o jogo. Essas armas também podem ser melhoradas ao custo de acharmos os seus devidos “up-grade”.

Por falar nos combates e nos inimigos, ele são assustadores e passam uma sensação de desconforto ao vê-los, sendo um em especial, o que eu chamo de o “Sirigueijo perseguidor”, é um cara grande, com o braço esquerdo imenso e parecido com uma pinça de um Siri, fica nos perseguindo por alguns lugares e sendo o equivalente ao Nêmeses de RE3.

Porém, as batalhas contra os inimigos são assustadoras na primeira vez que a vemos, pois os inimigos são muito lerdos em nos atacar e por vezes é fácil de correr deles, virar, mirar e atirar, e repetir todo o processo. Além disso, certos inimigos são como uma “esponja de dano” em que gastamos uma quantidade enorme de balas para surtir algum tipo de dano neles. Mesmo com uma arma mais aprimorada, a sensação de que não estamos causando dano nos inimigos ainda é bem alta.

Se você acha que entender toda a história de Fobia e todos os mistérios que rodeiam o hotel é coisa fácil e dada de bandeja, pode tirar o seu cavalo da chuva, pois é necessário muita exploração, paciência e revisitar os mesmo locais várias e várias vezes. Usar a lente oculta da câmera se mostra de extrema necessidade, caso você queira encontrar folhas, cartas, documentos e diários que expliquem tudo, ou na melhor das hipóteses, o necessário para que você possa entender de toda lore do game. Não é tarefa fácil e para aqueles que não gostam de exploração, fica aqui a informação de que, você não entenderá muita coisa se não fuçar cada cantinho do hotel Dinfna.

FOBIA – Vale a Pena?

Existe muito preconceito para jogos brasileiros, até mesmo pelos próprios brasileiros que não conseguem ver o quanto os estúdios nacionais são competentes, criativos e dedicados em seus projetos e Fobia é o melhor exemplo disso. A Pulsatrix Studios conseguiu entregar um game extremamente bonito, com uma ambientação formidável, jogabilidade fluida e um enredo instigante e bem amarrado e que faz com que o jogador busque por respostas enquanto deseja desesperadamente em avançar cada vez mais afundo no hotel Santa Dinfna.

A derrapara no combate contra os inimigos e a pouca utilização do Sirigueijo Perseguidor não tiram em hipótese alguma o brilho que Fobia tem e com toda certeza, ele irá lhe divertir por um bom tempo e lhe surpreender também. Fica aqui meus parabéns para a Pulsatrix Studios por desenvolver um game tão bom quanto Fobia e também fica aqui a minha dica para as grandes produtoras que, mesmo com enormes orçamentos, não conseguem fazer nem 20% de toda ambientação e diversão que um game indie como Fobia consegue fazer.

Curiosidade Extra

Bem, jogando Fobia, percebi que algumas coisas nele me lembravam um caso real que ocorreu nos Estados Unidos da América, de uma mansão “mau assombrada” e gostaria de compartilhar com vocês.

Ali por volta do anos 1860, uma mulher chama Sarah Pardee se casa com um jovem chamado William W. Winchester, dono das fabricas Winchester, que na época faziam armas como pistolas, escopetas e metralhadoras. Suas armas eram a melhores de todo o país, principalmente suas metralhadoras que eram as mais rápidas da época.

A família era muito rica e em pouco tempo, Sarah e William tiveram uma filha, que infelizmente, faleceu pouco tempo depois de nascer. Sarah entrou em uma depressão profunda por muitos anos, até que no inicio dos anos 1880, seu marido William, é vitimado pela tuberculose, uma doença que na época, não se tinha cura, nem vacina para prevenção e vitimava milhões de pessoas

Desgostosa da vida, Sarah se afundou ainda mais na depressão e virou uma pessoa totalmente reclusa, até um certo dia em que ela começou à ouvir batidas e vozes por toda a sua casa. Alarmada, Sarah chamou uma médium para avaliar a situação e essa médium disse que seu marido William estava ali em espirito e que as almas das pessoas que padeceram sobe suas armas, estavam naquele local, furiosas e que eles haviam matado sua filha e à ele próprio. Ele disse que ela deveria sair dali, buscar uma outra casa e construir cômodos para alegrar os espíritos de luz e afugentar os espíritos malignos.

Sarah então viajou por todo o país até chegar em São José, aonde comprou uma casa ainda em construção e ali ela construiu um hotel que nunca terminava suas obras. Eram quartos sem janelas, portas que davam para um buraco dentro da parede, escadas que não levavam à lugar algum, salas rotatórias, quartos que, à olhos nu não tinham passagens, mas que, com uma lente de contato, mostravam pequenos orifícios que denotavam uma passagem ali e também existia uma sala toda de vidro chamada de “Sala Azul”. Este local ninguém entrava à não ser Sarah, que ficava ali, fazendo seus cultos e conversando com os espíritos do bem, que lhe diziam aonde construir, o que construir e quando construir.

A Mansão Winchester viva em obras, e, quando ocorreu um terremoto no começo de 1900, que deixou dois andares do hotel em ruínas, Sarah mandou selar esses andares e construir em volta deles, pois para ela, selar esse local deixaria os espíritos ruins presos no local, tal qual a mania dela de construir salas sem janelas, escadas sem rumos, portas que davam para buracos, pois segundo ela, isso confundia e aprisionava os espíritos.

Por fim, em 1922, depois do seu culto na Sala Azul, Sarah foi se deitar e faleceu dormindo aos 83 anos de idade e assim, finalmente a Mansão/Hotel Winchester teve sua obras finalizadas. Hoje, um grupo de pessoas comprou o local e o transformou em um hotel/ponto turístico para entusiastas do sobrenatural. Muitos relatam que realmente escutam barulhos estranhos pelo local, portas e janelas que se batem e ruídos de passos, tanto no assoalho quanto nos tetos.

Mansão Winchester

Resolvi trazer essa informação pois ela ao meu ver, serviu de inspiração para a mega talentosa Pulsatrix studio criar um pouco da ambientação do Hotel St. Dinfna em Fobia.

Fobia: St. Dinfna Hotel foi avaliado através de uma cópia gentilmente cedida pela Maximum Games – Agradecemos a cordialidade!

Fobia: St. Dinfna Hotel | REVIEW

Gráficos - 9.7
Jogabilidade - 7
Diversão - 9.5
Som - 7
Dificuldade - 8
Fator Replay - 9.5

8.5

Ótimo

Um dos melhores games brasileiros, Fobia: St. Dinfna Hotel traz todo o clima de terror e suspense que os grandes clássicos da era 32-bit sabiam fazer. História cativante, ambientação soberba e lindos gráficos fazem de Fobia um dos melhores games do ano para o estilo terror

User Rating: No Ratings Yet !

Apenas um gamer veterano que só quer saber de jogar qualquer game em qualquer console, pois vídeo game é tudo de bom!

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Destaques

Todos os direitos reservados | Games Ever 2018 - 2022