O Atari Jaguar foi um dos consoles mais aguardados no início da década de 90, prometendo um desempenho e jogos nunca vistos. Entretanto, após diversas decisões equivocadas, o console não conseguiu fazer frente a seus concorrentes, e passou de salvador da veterana Atari, a console que definitivamente enterrou a desenvolvedora americana.

O Jaguar 64 foi a última tentativa da Atari de tentar recuperar sua fatia no mercado de consoles após o crash dos consoles na década de 80. A empresa já amargurava o esquecimento desde o final da década de 80, e não lembrava nem de longe seus tempos de sucesso. Inclusive muitos gamers que começariam a jogar naquela época, não tinham mais a Atari e seus consoles como referência ou pior, se quer os conheciam já que aquele mercado era dominado pela Nintendo e Sega, principalmente no mercado Norte Americano, terra da Atari.

  • Capacidade de armazenamento: RAM interno; cartucho
  • CPU: Multi-processador
  • Geração: Quinta
  • Gráficos: “Tom” – 32-bit RISC
  • Preço inicial: US$249.99; GB£199.99–299.99; AU$700; JP¥29,800
  • Unidades vendidas: 250.000 ou menos

Em 1990 a guerra entre Nintendo e Sega estava em seu ápice e tornava a geração 16-bits um local completamente inóspito para quem queria entrar nessa briga. A Atari havia anunciado que já estava trabalhando em um console de 16-bits denominado Panther, console esse que segundo a empresa estava em desenvolvimento desde meados de 1988 e seria sucessor do Atari 7800, ultimo console da empresa, que por sinal não havia sido bem-sucedido.

Entretanto, com o desenvolvimento do Panther a Atari já estudava um plataforma mais avançada que seria de 32 ou 64 bits, já de olho no que Nintendo, Sega e outras empresas estariam planejando para próxima geração. Esse seria o Jaguar.

Já nesses boatos a Atari indicava que o Jaguar poderia ser um super console, anunciando que essa plataforma seria uma central de jogos e já estaria sendo concebida para usar tanto cartuchos, como também a grande novidade da época que eram os recém-chegados CDs e suas possibilidades fascinantes para a época, como a possibilidade de rodar filmes, e músicas com qualidade digital, por exemplo.

O Jaguar seria o lançamento mais ousado e arriscado da história da Atari.

O Jaguar 64 – Escolha do projeto e chegada ao mercado

Com toda essa chuva de novidade a Atari estava na boca dos Gamers que ansiavam por novidades, naquela época empresa prometeu lançar o console no mercado em meados de 1993, e o mais surpreendente, a empresa prometia um preço compatível com os praticados no mercado, sendo assim você teria um console de 32 ou 64 bits, podendo rodar conteúdo em mídia digital com qualidade perfeita a um preço não apenas justo, mas muito abaixo do custo de produção do console.

No decorrer do desenvolvimento do Panther e do Jaguar, a Atari acabou por abandonar o primeiro projeto e passou a se dedicar integralmente ao Jaguar 64, sendo assim esse foi anunciado como o próximo grande console da Atari.

A empresa optou por dar um salto na geração cancelando o Panther, deixando de lado a suposta briga com Super Nintendo e Mega Drive. A Atari foi convencida pela equipe de desenvolvimento que desenvolver um console com gráficos e sons 3D era o futuro. Para corroborar esse pensamento, o 3DO que era a grande promessa do momento despontava como um grande sucesso naquele momento, sendo o console mais almejado.

Rumores já indicavam que Nintendo e Sega já estavam trabalhando no desenvolvimento de novos consoles 32-Bits, entretanto a Atari seguiu com um projeto que seria mais moderno que todos os outros fabricantes. Sendo assim o Jaguar 64, ao menos nos números já se lançava como plataforma mais potente e inovadora do mercado e com isso chamou a atenção de toda mídia e entusiastas para seu novo console.

O console foi prometido para o ano de 1993, e a Atari cumpriu com o prometido, mesmo que de uma maneira pouco convencional para o mercado. O console foi lançado a $249 dólares, e vinha com um combo completo para uma experiência imediata, a caixa do aparelho continha:

  • Console Jaguar 64
  • Cabo RF para conexão na TV
  • Fonte de energia
  • Game Cybermorph

A Atari fez um lançamento bem peculiar para seu console, a princípio no intuito de saber como o consumidor receberia o console, e convenhamos aqui, desde o início parece que até a própria Atari não tinha certeza do que estava fazendo, o console chegava ao mercado em 1993, mas em apenas duas cidades americanas, New York e San Francisco, como um lançamento teste.

Ademais, o teste foi considerado um sucesso e o consumidor dessas duas cidades receberam bem o aparelho, que vendeu quase a totalidade de sua produção inicial e assim a Atari considerou positiva a aceitação do console e confirmou o lançamento em todo território dos USA para o início de 1994 (lembrando que o lançamento teste ocorreu em novembro de 1993)

“Do the Math” (faça as contas), com esse slogan e custando U$249,99 o Jaguar 64 chegou ao mercado Norte Americano. O slogan é uma clara alusão ao fato do Jaguar 64 ter o dobro de bits dos consoles que estavam despontando na concorrência. Lembrando que nessa época os consoles mediam sua potência em bits, por isso era tão importante deixar isso estampado na cara do Jaguar.

Fazendo as contas dos Problemas

A Atari não foi tímida, o slogan do console atacava ferozmente seus adversários, e também desafiava a todos com números tão expressivos, entretanto o Jaguar 64 não era bem assim tão superior, seu hardware tinha peculiaridades que a Atari não fazia questão de apresentar ao consumidor por não serem nem um pouco interessantes. Mas ela não conseguiria esconder os problemas do console por muito tempo e com a aparição dos primeiros jogos as pessoas começaram a ver que as contas da Atari com relação aos bits não estavam batendo.

Ao conhecer o que havia por dentro da carcaça do console, percebia-se que o console não era o que a Atari divulgava e enaltecia, confira:

  • Processador gráfico – 32 bit
  • Objetos – 64 bit
  • “blitter” – 64 bit
  • Processador de som – 32 bit
  • Processador central – 16 bit

Como podemos perceber o Jaguar 64 conta com uma gama de processadores, o que para a época dificultou muito o desenvolvimento de jogos para o console, pois, os desenvolvedores ainda não tinham o domínio de desenvolver jogos nesse sistema, com isso muitas desenvolvedoras acabaram por limitar os games, usando apenas o processador de 16 Bits. O Processador central de 16 bits do console era um Motorola 68000, que aliás era o mesmo que vinha no Genesis da Sega, por isso acabava sendo o processador mais usado pelos desenvolvedores.

Esse processador na verdade, deveria ter outras funções no console, como gerenciar comandos do controle, por exemplo, mas por falta de conhecimento ele era usado para programar jogos, o que acabou trazendo toda a sensação de games dos consoles 16-Bits para o Jaguar, e com isso muita gente acabou desconfiando do real potencial do console, e assim foi até o console ser descontinuado.

Todos esses processadores e sua GPU que, na verdade com o decorrer dos lançamentos deixou claro que o Jaguar não conseguia ler instruções acima de 32 bits deixou claro que as contas não batiam. Mas tudo bem, desde que as produtoras conseguissem transmitir a sensação de superioridade nos jogos, mas isso também não acontecia.

Cybermorph – Considerado um dos melhores game do Jaguar.

Mesmo sendo inferiores na questão de hardware, Nintendo e Sega tinham consoles que as produtoras dominavam por completo, com as ferramentas de desenvolvimento bem aprimoradas, e com isso lançavam jogos com mais e mais qualidade, já no Jaguar 64 as produtoras quebravam a cabeça para manter os jogos com uma qualidade mínima.

Outros problemas também acabaram por marcar a trajetória de quem tinha interesse em programar para o console de 64 bits da Atari. A linguagem de programação do console não era muito conhecida e pouco amigável, o que ajudava a deixar o desenvolvedores com o pé atrás com o console.

Muitos desenvolvedores também reclamaram dos kits de desenvolvimento enviados pela Atari, os kits para desenvolver para o console não ajudavam em nada o console, que por tudo que já abordamos acima já era complicado, resumindo, desenvolver jogos para o Jaguar era;

  • Trabalhar com um ciclo de 5 processadores
  • Escrever na linguagem Assembly
  • Ter um kit de desenvolvimento limitado

A Maior Controvérsia

Um das maiores controvérsias do Jaguar 64, sem sombra de dúvida era o seu controle, algo totalmente diferente do que o mercado, jogadores e desenvolvedores estavam acostumados, e diferente também de tudo que a concorrência estava desenvolvendo para os seus próximos consoles. Esse poderia ser um ponto positivo para promover o console, mas novamente as coisas não deram muito certo, infelizmente

O controle possuía o já padronizado Pad direcional com 3 botões, o que até aquele momento da indústria era algo completamente normal, além do Start e Options. O estranho começava ao perceber que logo abaixo do controle, havia um teclado alfa numérico com nada mais, nada menos que 12 dígitos, algo já visto em consoles mais antigos, mas que não parecia ser uma prática a ser usada na geração de consoles que estava chegando naquela época.

Esses botões serviam para acionar alguns comandos em alguns jogos, cada jogo teria sua própria configuração, e para isso o game acompanhava um adesivo chamado de ”Overlay”, e servia para indicar o que cada botão faz no jogo. Nesse momento já ficava bem claro como tudo isso é muito era complexo para o jogador, que deveria ficar trocando de ”Overlay” a cada jogo. Ademais, perder o maldito adesivo, significava ter problemas para jogar, além disso mal sabia-se se poderíamos adquirir apenas o “Overlay”.

Overlay do controle do Jaguar 64 – Games Ever

Com tanto teclado, botão e direcional não tinha como desenvolver um controle compacto e ergonômico, com isso o controle era grande, pesado e sem nenhuma intuição, acabou se tornando mais uma barreira para o console, e com o passar dos anos acabou se tornado totalmente obsoleto.

Diante do problema, posteriormente um controle com 6 botões principais foi lançado para o console, no intuito de tentar amenizar as reclamações dos jogadores, O controle não era um acessório fácil de se encontrar, e hoje é vendido a um alto valor quando encontrado.

Um fim premeditado e melancólico

Com tantos problemas após seu lançamento, e com Nintendo e Sega dominando o mercado, além de outros concorrentes, que apesar de não serem grandes competidores, fizeram a lição de casa melhor que a Atari, o Jaguar 64 não teve muita chance, e logo já dava sinais de fadiga, anunciando o que todos já esperavam.

A produção do console foi encerrada depois que a Atari Corp. sofreu uma fusão corporativa com a JT Storage em um processo judicial. Apesar da curta vida do console, alguns acessórios foram anunciados. Mas, apenas o ProController, o drive Atari Jaguar CD e o JagLink (um dispositivo que permite ligar dois consoles Jaguar em uma rede simples) foram lançados. Um modem e um dispositivo de realidade virtual (com infravermelhos), existiram em protótipo, mas nunca foram comercializados.

Após as propriedades da Atari Corporation haverem sido adquiridas pela Hasbro Interactive no final dos anos 1990, a Hasbro liberou os direitos do Jaguar, declarando o console uma plataforma aberta para os desenvolvedores Homebrew. Alguns desenvolvedores, incluindo Telegames e Songbird Production, não lançaram somente o material não finalizado do Atari Jaguar, mas também vários jogos títulos novos para o sistema. O mais recente lançamento foi o jogo The Early Years CD Collection lançado em setembro de 2019.

Acessórios e Apetrechos

O Jaguar como todo console que se preze teve seus acessórios que tentavam maximizar a experiência do console. Aqui vamos conhecer os mais famosos e saiba que se você leitor, tem alguns desses apetrechos, eles valem um bom dinheiro.

  • Jaguar CD

O jaguar CD foi uma das tentativas de tentar manter o console vivo no mercado, a Atari a havia prometido um leitor de CD para o console, e eis que aí está. O leitor de CD do Jaguar 64 foi muito adiado pela empresa sendo lançado apenas em 1995 custando a bagatela de $149,95.

O aparelho era inserido no Slot de cartuchos do Jaguar, com um encaixe que evitaria sua desconexão acidental, o aparelho tinha sua beleza, mas quando inserido no Jaguar passava a ter um aspecto no mínimo curioso. Era possível também usar cartuchos sem a precisão de estar desconectando o Jaguar CD do aparelho, ajudando a muito.

O drive do Jaguar era um leitor de 2 velocidades e vinha com um software chamado VLM que proporcionava um visual muito legal quando você colocava seu CD de música. Com o acessório acompanhavam: dois jogos (Blue Lightning e Vid Grid); um CD de áudio com a trilha sonora do jogo Tempest 2000 e um CD de demonstração do jogo Myst.

  • Memory Track

Esse acessório servia para você poder salvar seu progresso no Jaguar CD, seria hoje o que foi o memory card dos consoles antigos, mas com um formato em Cartucho. Era vendido separado e também servia para você armazenar ações nos jogos, podendo ser posteriormente colocados novamente nos games, se assemelhado aos rankings de hoje.

  • Team Tap

Esse apetrecho era conectado às entradas dos controles do Jaguar 64 e aumentava para 4 jogadores as possibilidades de se jogar no Multiplayer, 2 aparelhos podiam ser usados ao mesmo tempo, dobrando para 8 pessoas em um Multiplayer local. O acessório teve pouquíssimo uso já que apenas 2 jogos suportavam Multiplayer para 4 pessoas:

  • Withe Man CAT jump
  • NBA Jam
  • Jaguar 64

Para jogar com 8 amigos a Atari ficou devendo o game, sendo assim, se for comprar o acessório hoje, compre só um exemplar.

  • Jáglink Interface

Esse cabo permitia “linkar” dois aparelhos usando um fio telefônico para ser possível jogar multiplayer sem dividir a tela, já que cada um usava sua própria TV.

Atari Jaguar – Os Jogos 64 Bits

Ah… os jogos do Jaguar 64, lembro até hoje quando os vi pela primeira vez, foi uma mistura de encanto com curiosidade e estranheza, enfim. O console em seu lançamento tinha a vasta biblioteca de 2 jogos a disposição do jogador… é isso mesmo 2 jogos. Cybermorph e Trevor McFur eram encarregados de mostrar ao consumidor do que o Jaguar era capaz, e eles não foram muito bem nessa tarefa, pois tinham muitos defeitos.

Além disso, o Super Nintendo e Genesis estavam em uma ótima fase com lançamentos que estavam levando o público a não tirar os olhos desses consoles. Enquanto o Jaguar 64 chamava a atenção pelos números meros e por ser uma novidade SNES e Genesis chamavam a atenção por serem opções com games já consagrados, por exemplo.

Nesse momento o 3DO da Panasonic também havia dado as caras no mercado, e também tinha alguns jogos que atraiam a curiosidade dos gamers, e o console só não foi mais prejudicial para o jaguar 64 devido ao seu preço astronômico, mas isso é assunto para outro momento.

Sem mais delongas vamos destrinchar essa magnifica biblioteca de games do Jaguar, espero que algo lhe cause no mínimo curiosidade, pois apesar de tudo, tem algumas coisas legais e que com certeza de alguma forma você ouviu falar em algum game do Jaguar 64.

Cybermorph

  • Data de Lançamento Inicial: 23 de novembro de 1993
  • Desenvolvedor: Attention To Detail
  • Gênero: Shoot ‘em up
  • Modo: Jogo eletrônico para um jogador
  • Modos de jogo: Single Player
  • Plataforma: Atari Jaguar
  • Estúdios: Atari Corporation, Atari

Cybermorph é o game que acompanha o Jaguar 64 e foi o primeiro jogo concebido para o console. O Jogo da Softhouse Attention to Detail, empresa que apenas os funcionários conhecia tinha uma clara alusão a Star Fox, mas essa impressão acabava assim que você se joga por 5 minutos.

Sua missão era em um mundo aberto, estar coletando um tal de Pods, itens que continham informações secretas de um império chamado de Permitia. Para isso você pilota uma nave espacial e terá de viajar por diversos planetas até cumprir seu destino. O mais legal do jogo é a movimentação totalmente livre durante sua jogatina, essa liberdade dava a sensação de que o game era imenso e que as fases tinham um enorme conteúdo de itens e inimigos realçando o fator 3D.

De imediato o jogador mais atento vai perceber que apesar do Jaguar 64 oferecer uma certa quantidade de polígonos na tela, nenhum deles tem textura, o que amenizava era a capacidade do console conseguir amenizar essa falta de textura com uma técnica que deixava os polígonos mais suaves, usado do começo ao fim do jogo com pouca ou nenhuma variedade. Outro fator que decepciona e não da para entender por que foi deixado de lado é a música. É isso mesmo, o game não tem música, tirando a introdução ao iniciar o jogo você não vai ouvir música no jogo… tem como uma coisa dessas dar certo?

Resumindo o game não era de todo ruim, mas se você não tiver paciência e boa vontade com ele você não consegue jogar, após uns 30 minutos de jogo você vai encontrar alguma diversão no jogo, que apesar de toda a propaganda que a Atari fez e patrocinou sobre o game, ele não passa de um game comum e tinha vários concorrentes melhores nas outras plataformas.

  • Trevor McFur in the Crescent Galaxy
  • Data de lançamento inicial: 23 de novembro de 1993
  • Desenvolvedor: Atari Corporation
  • Gênero: Shoot ‘em up
  • Estúdio: Atari Corporation
  • Modo: Jogo eletrônico para um jogador
  • Plataforma: Atari Jaguar

Esse foi o segundo game feito para o console da Atari, estava disponível para compra na segunda semana de lançamento do Jaguar 64 no final de 1993. O jogo foi produzido pela própria empresa e na primeira olhada apresentava uma boa qualidade gráfica.

Mas apesar dessa primeira impressão, a Atari voltaria a cometer um deslize. O jogo não tinha música… Isso mesmo um Shooter sem som, apenas com os efeitos de som saindo da sua TV. Ai vocês imaginam, nossa devem ser belos efeitos sonoros… Não eram não.

Pior de tudo a qualidade gráfica inicial do jogo acabava rápido e o que se via nas próximas fases do game eram gráficos massa três sem qualquer inspiração ou nexo com a proposta da história do jogo. O jogo é repetitivo e apenas posse um sistema de power ups que após serem coletados devem ser acionados pelo teclado alfa numérico, Ah! Lembra do overlay, sem ele tudo fica mais difícil.

O jogo em si é ruim, mas para os padrões que a Atari tinha no momento cumpriam com as expectativas… Fico pensando, lançar um game sem música… Sem música…

  • Raiden
  • Data de lançamento inicial: 1990
  • Série: Raiden
  • Plataformas: Atari Jaguar
  • Estúdios: Seibu Kaihatsu, Hamster Corporation, Electro Brain, MAIS
  • Desenvolvedores: Seibu Kaihatsu, Hamster Corporation, MAIS
  • Gêneros: Scrolling shooter, Vertically scrolling video game

Vamos pular para a segunda geração de games do Jaguar e encontrar algo com alguma qualidade. Em 1994, Raiden foi portado dos árcades para o Jaguar 64 e dessa fez foi feito um bom trabalho. A Imagitec Design fez um bom trabalho e fez o melhor port da geração pisando nas versões dos outros consoles.

O único ponto negativo fica por conta da barra lateral muito grande, ela apresenta os dados do jogador e não pode ser alterada, com certeza foi colocada estrategicamente lá para manter a fidelidade ao árcade. O controle do console também não ajuda, mas depois dos 2 primeiros jogos do console, isso vai ser o menor dos problemas.

Se puder corra para a loja mais próxima e compre essa pérola para seu Atari jaguar, pois jogos Assim para o console, com essa qualidade são poucos.

  • Doom

Data de lançamento inicial: 10 de dezembro de 1993
Série: Doom
Gênero: Tiro em primeira pessoa
Plataformas: Atari Jaguar
Projetistas: John Romero, American McGee, Sandy Petersen, Tom Hall, Dave Taylor, Shawn Green
Desenvolvedores: id Software
Estúdios: id Software, Sega, GT Interactive, Bethesda Softworks

Ainda em 1994 e abordando os melhores games para Jaguar 64, chega ao console o game Doom, clássico absoluto que fez muita gente comprar o console. O jogo ficou ótimo, com uma imagem suave e bem fluida não devendo nada aos consoles rivais e até batendo de frente comas versões 32 bits. O jogo marcou por ser o primeiro a suportar a jogatina em rede no console.

O controle do Jaguar acaba não ajudando na jogatina, ele é muito ruim para esse tipo de game, a única maneira de melhorar a experiência é com o controle de 6 botões, mas vai ser bem difícil de achar esse controle, e se achar prepare o bolso, pois são muito, mas muito caros.

Outro ponto negativo é a falta de música… Sim não tem música. Existem teorias quanto a essa ausência: uma é que o Jaguar possui uma limitação no chip DSP que impossibilitou a existência de música no jogo. A outra é no tocante à pressa para seu lançamento. A realidade é que o problema deve ter sido a falta de tempo para arranjar uma solução para essa limitação. Afinal, o Jaguar possui cinco processadores, dispostos em três chips.

  • Wolfenstein 3D
  • Data de lançamento inicial: 5 de maio de 1992
  • Série: Wolfenstein
  • Modo: Jogo eletrônico para um jogador
  • Plataformas: Android, Xbox One, MS-DOS, iOS, Microsoft Windows,
  • Projetistas: id Software, John Romero, Tom Hall
  • Desenvolvedores: id Software, Raven Software, Atari, Nerve Software, Interplay Entertainment, Stalker Entertainment
  • Estúdios: id Software, 3D Realms, Apogee Software,

Mais um bom lançamento em 1994 para o console. Esse game não precisa de apresentações, junto com Doom um clássico absoluto. O jogo foi trazido pela ID Software em parceria com a Atari e ficou praticamente impecável, apenas com ressalvas para algumas vozes e claro, para o controle do console que não Ajuda.

  • Tempest 2000

Clássico absoluto do console e um dos games mais bem avaliados da época, esse era o que fazia com que as promessas da Atari não fossem vistas como uma mentira absoluta. Feito pela Atari junto com a Llamasoft (do famoso programador Jeff Minter) o jogo foi um sucesso de crítica.

O game é uma releitura do clássico dos árcades dos anos 80, Tempest. Trata-se de um jogo de tiro onde o jogador controla uma pequena nave presa a uma superfície específica (que pode ter os mais variados formatos). Parece simples, mas o ritmo do game é alucinante. Os inimigos aparecem cada vez em maior quantidade e para combatê-los, surgem power-ups para melhorar o tiro, possibilitar pulos ou descargas elétricas. Os controles respondem muito bem. O jogo inclusive é compatível com controles tipo “Rotary”, que apesar de nunca terem sido lançados oficialmente, são feitos pelos fãs e vendidos na Internet.

O jogo foi o melhor exclusivo de Jaguar 64 até ser licenciado.

  • Alien Vs. Predator
  • Data de lançamento inicial: 20 de outubro de 1994
  • Modo: Jogo eletrônico para um jogador
  • Desenvolvedores: Rebellion Developments, Images
  • Estúdios: Atari Corporation, Fox Interactive, Atari
  • Plataformas: Atari Jaguar, Atari Lynx
  • Gêneros: Tiro em primeira pessoa, Survival horror

Considerado um dos melhores games de Jaguar, se não o melhor, o jogo chegou em 1994 produzido pela a Atari e a Rebellium games sendo exclusivo de Jaguar. Alien Vs Predador é em primeira pessoa e se mantém muito fiel ao que se via nas telas na época, você poderia escolher entre ser um patrulheiro colonial, Alien ou o próprio Predador.

O jogo captura com primor o ambiente tenso do filme e dessa vez a falta de música foi uma opção, já que com a falta dela você é envolvido pelos sons da base espacial, o que torna tudo mais tenso. O jogo tinha um dos melhores gráficos da época e mostrou que o Jaguar tinha alguma qualidade.

É claro que mesmo com todas as qualidades, o game é um FPS primitivo, em uma época em que eles engatinhavam nos consoles, não podendo ser comparado às grandes franquias atuais.

  • Battlesphere
  • Data de lançamento inicial: 29 de fevereiro de 2000
  • Gênero: Jogo eletrônico de ação
  • Estúdios: 4Play/ScatoLogic, Scatologic
  • Desenvolvedores: 4Play/ScatoLogic, 4Play
  • Plataforma: Atari Jaguar

Um ótimo jogo que foi ofuscado pela derrocada da Atari, pois após a venda da empresa o game foi abortado tendo cancelado seu lançamento para 1996.

Ademais, os desenvolvedores do game, a 4Play e a ScatoLogic, apoiados pela base de fãs do aparelho, continuaram a produção do jogo, que finalmente foi lançado em 2000. A versão Gold, lançada em 2002, é um upgrade do original com melhorias gráficas, eliminação de bugs, “easter eggs” e mais algumas benesses. Além disso a Gold também funciona como um cartucho de “destravamento” para rodar jogos em CD que não tenham o código de autenticação (jogos caseiros e lançamentos de demos e protótipos eram comuns nesse padrão).

O game em si é um jogo bem árcade, quase um reboot de Star Raiders do Atari 2600, onde o jogador tem que destruir as naves inimigas e também proteger suas bases espaciais, distribuídas em um mapa galáctico. Os gráficos são ótimos, cheios de detalhes, que denotam o cuidado dos desenvolvedores, e ainda rodando a suaves sessenta frames por segundo. Sem dúvida um dos melhores trabalhos de programação feitos no Jaguar.

Devido os detalhes do seu lançamento o game é muito raro e hoje em dia caso seja encontrado dificilmente sai por menos de $1.000.

Considerações Finais

Então é isso amigos, essa é um pouco da história do Jaguar 64, pessoalmente tive o console entre 1995 e 1996, mas o fato de ser muito difícil de achar os games para alugar (nessa época eu alugava na Progames de Guarulhos, cidade de SP) e quando achava era uma biblioteca muito limitada, acabei por me desfazer do console.

Confesso que hoje me arrependo e por várias vezes já ensaiei comprar o console novamente, pois eu sinceramente observo o Jaguar 64 como um console que dever estar na coleção de qualquer gamer hardcore, e deve ser conhecido, mesmo que por emulação por qualquer gamer.

Abraço a todos e obrigado por me acompanhar nessa viagem ao passado.

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