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The Legend of Nayuta: Boundless Trails | REVIEW

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The Legend of Nayuta: Boundless Trails é um jogo lançado exclusivamente para PSP no Japão em 2012. Agora, para deleite dos apaixonados por bons RPGs, esse clássico da Nihon Falcom está disponível em versão remasterizada para diversos consoles atuais. É a sua chance perfeita de conferir o game que foi a porta de entrada para a franquia The Legend of Heroes.

  • Jogo: The Legend of Nayuta: Boundless Trails
  • Desenvolvedora: Nihon Falcom
  • Publicadora: NIS America
  • Lançamento: 19 de setembro de 2023
  • Número de Jogadores: 1
  • Gênero: Action-RPG
  • Plataformas: PS4, Switch e PC
  • Site Oficial: Aqui

A Aventura Está no Céu

A história de The Legend of Nayuta: Boundless Trails respira aventura. São poucos os jogos que realmente passam a sensação de estarmos vivenciando uma grande aventura, e esse jogo consegue passar direitinho esse sentimento. A trama gira em torno do jovem aventureiro Nayuta Herschel:

Nayuta é um jovem simples, morador de uma vila de pescadores de Remnant Isle que foi estudar ciências na faculdade de Saint Elysée. Nayuta é ávido por conhecimento e apaixonado por astronomia. Questionador nato, ele sempre pensa antes de agir e busca conhecer a verdade sobre o mundo, sendo o oposto de seu parceiro de aventuras, Cygna Alhazen:

Cygna é amigo de infância de Nayuta. Assumindo a figura de um irmão mais velho, ele sempre gostou de lutar e de mostrar suas proezas de combate, até por ser filho de um grande guerreiro. Mas ele é indisciplinado e gosta de agir antes de pensar, se metendo em todo tipo de confusões. Ele e Nayuta costumam ajudar o vilarejo como “faz-tudo”.

Nayuta e Cygna voltaram de Saint Elysée para curtir as férias de verão, e foi quando algumas ruínas estranhas caíram literalmente do céu. Ao explorar essas ruínas estranhas, Nayuta e Cygna acabaram encontraram um novo mundo chamado Terra, que até então acreditavam ser apenas uma lenda urbana, com fadas, monstros e seres místicos. Nessa terra estranha, eles conhecem a pequena fada Noi.

Noi é uma bela fada que nunca tinha encontrado seres humanos antes. Ela morre de medo de humanos, pois nas histórias que ouviu, os seres humanos eram criaturas terríveis que comem fadas. Após conhecer Nayuta e Cygna, ela fica aterrorizada, mas logo começa a se acostumar com as novas amizades. Ela irá unir forças a Nayuta para salvar seu mundo da destruição.

E é assim que a incrível jornada desse trio se inicia.

Os Quatro Continentes da Terra

A maior parte da ação fica no mundo de Terra, o mundo das fadas. O grande vilão do jogo, Zechst, junto de seu fiel guardião, Selam, quer tomar o controle das quatro engrenagens das estações, controlando assim o clima de Terra e causando a sua destruição. Para evitar esse apocalipse climático, nosso protagonista precisa alternar constantemente entre os dois mundos, conciliando sua vida pacata em Remnant Isle com o enigmático mundo de Terra.

Terra é subdividido em quatro continentes, e cada continente é dividido em fases. O jogo é dividido em fases, que seguem uma sequência determinada. É preciso completar uma fase para poder prosseguir para a fase seguinte, e assim sucessivamente até chegar ao chefe do continente. Ao derrotar o chefe do continente, adquirimos uma das engrenagens das estações, e com isso ganhamos uma nova estação. As fases são, em sua maioria, lineares e repletas de inimigos, mas possuem geralmente diversos caminhos alternativos contendo baús de tesouro e outros itens úteis. Há uma mistura muito agradável de plataforma, com saltos em obstáculos e tal, resolução de quebra-cabeças simples, como empurrar uma caixa até pressionar um botão, e combate contra inimigos. Explorar as fases é sempre muito gratificante, pois poderá conseguir dinheiro e itens úteis, incluindo novos equipamentos e trajes. Eliminar os inimigos também garante experiência, necessária para evoluir de nível e ficar mais forte. Cada fase possui um nível recomendado, que representa a força dos inimigos que circulam pela fase, então é bom ficar atento para não encarar um desafio maior do que o esperado sem perceber.

Além disso, cada fase possui objetivos opcionais e um ranking. Os objetivos opcionais geralmente envolvem encontrar um baú de tesouro escondido em algum canto ou cristais que valem dinheiro. Além disso, cada fase possui um objetivo específico, que pode ser matar uma certa quantidade de inimigos, completar a fase dentro de um tempo determinado ou usando alguma habilidade específica. Cumprir esses objetivos opcionais garantem estrelas, e essas estrelas preenchem uma cartela. Ao preencher cada cartela, Nayuta poderá aprender com seu Mestre Orbus novas habilidades úteis, como golpes especiais.

O Poder das Quatro Estações

O combate do jogo segue o modelo típico de um RPG de ação. Nayuta depende de golpes de sua espada, saltos e esquivas para derrotar seus inimigos. A ação lembra um pouco hack and slash, mas bem menos frenético. Não é um combate rápido como os da série Ys, mas é bem similar. Os inimigos possuem golpes muito bem coreografados para que o jogador consiga esquivar a tempo, como era padrão nos tempos do PSP. Apesar de também ser possível ignorar a maioria dos inimigos da fase (com exceção das arenas em que precisará derrotar todos os inimigos para avançar), é divertido enfrentá-los, então o combate do jogo nunca parece cansativo. Para ficar mais forte, é preciso acumular experiência para subir de nível e comprar novas armas e equipamentos.

Nayuta conta também com uma grande companheira de batalha, a Noi, que lança poderosos feitiços chamados Seasonal Arts. Noi não possui uma barra de vida nem nada, sua única função é disparar seus poderes, então ela não atrapalha em nenhum momento, apenas ajuda. Noi adquire novos poderes conforme progride na aventura e completa missões secundárias. Os poderes de Noi ficam cada vez mais elaborados e poderosos, e também evoluem de nível conforme são utilizados. Para completar, também poderá equipar novos equipamentos na Noi, deixando seus poderes ainda mais devastadores.

Guerreiro das Quatro Estações

Conforme mencionamos anteriormente, adquirimos engrenagens das estações ao derrotar os chefes de cada continente. Usando o poder uma máquina central, conseguimos alterar a estação quando bem desejarmos, usando as engrenagens adquiridas. Alterar a estação irá alterar drasticamente as fases em si, assim como seus inimigos. Uma floresta explorada na primavera pode ter caminhos alternativos no verão, e inimigos ainda mais poderosos no inverno, por exemplo. Isso motiva o jogador a querer rejogar as fases, pois haverá diversas novidades a cada nova estação. Não apenas os inimigos ficam mais fortes, mas os itens disponíveis mudam e ficam mais poderosos, além de serem únicos, então vale a pena explorar tudo de novo.

Além disso, a mudança de estações influencia em algumas missões secundárias, como por exemplo em uma missão no qual precisamos de uma flor que só desabrocha na primavera. É preciso plantá-la em uma fase, em uma determinada estação, e então voltar nesta mesma fase em outra estação para conseguir colher a flor. Também há diversos insetos que só aparecem em determinadas estações, então, se quiser completar a coleção de insetos e outros animais (necessários para o museu da cidade), terá de explorar as fases em várias estações diferentes.

E o grande clímax do jogo são as extensas batalhas contra chefe. Os chefes são inimigos poderosos com múltiplas barras de vida, e oferecem grandes desafios. Seus golpes muitas vezes abrangem todo o cenário, e é preciso uma boa dose de reflexo para conseguir esquivar. Não será difícil morrer nessas batalhas até pegar o jeito. Mas sempre é possível farmar níveis para ter uma vantagem na batalha, caso esteja achando difícil demais. A maneira mais simples de ganhar experiência é cozinhando receitas novas. Para cozinhar receitas, é preciso adquirir ingredientes, e eles podem ser comprados em lojas ou adquiridos nas fases. A irmã de Nayuta é cozinheira de mão cheia e pode ensinar a cozinhar cada receita, e a partir de então, Nayuta poderá cozinhá-las sozinho em suas aventuras.

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Um Lar Doce Lar para Voltar

Nayuta precisa intercalar sua aventura retornando constantemente para Remnant Isle, que funcionará como a hub do jogo. Em Remnant Isle fica sua casa, sua família, seu cachorro, seus amigos e os demais moradores. Em Remnant Isle, ele poderá aceitar sidequests, treinar seus golpes, comprar novas armas, armaduras e itens, cozinhar receitas e tudo o mais. A ação em si fica em Terra, para onde ele precisa ir para continuar sua aventura e seguir com a história. Porém, sempre há um motivo para voltar para Remnant Isle. Um ícone no canto inferior direito da tela lembrará o jogador que há novas sidequests disponíveis, novos itens para comprar ou uma nova habilidade de espada para aprender.

Alicerçando o que viria a ser padrão dos jogos da franquia The Legend of Heroes, Remnant Isle é muito bem construído, a começar pelos personagens que nela habitam. As pessoas realmente vivem suas vidas particulares, com seus dramas individuais, e seus diálogos representam isso. Cada personagem da cidade possui sua personalidade caricata, como a bela amiga de infância de Nayuta que é apaixonada por ele mas nunca conseguiu se declarar, o fazendeiro atrapalhado que conversa com sua vaca, ou mesmo a filha do comerciante que é rabugenta e não conversa com ninguém, mas por um motivo (que você terá de jogar para descobrir qual é). Cada vez que voltamos para a cidade, podemos conversar com os moradores e receber novos diálogos, que representam os últimos acontecimentos.

Além disso, as missões secundárias do jogo exploram ainda mais os personagens secundários do jogo. Seja ajudando o médico da cidade a trazer os moradores para suas consultas, brincando com as crianças ou ajudando o fazendeiro a conseguir um bom presente de aniversário de casamento para sua esposa, cada missão secundária nos torna mais próximos dos personagens. Sendo assim, temos a sensação de que o tempo passa, as coisas mudam e nos faz querer realmente impactar positivamente a vida dos nossos amigos, mesmo que de forma pequena.

Um Clássico Memorável

The Legend of Nayuta: Boundless Trails é um dos melhores RPGs japoneses da era PSP, que ajudou a sedimentar a fama de Falcom como desenvolvedora de RPGs de excelência. Os gráficos é claro que será um ponto fraco, por ser um remaster de um jogo de PSP, mas todos os demais elementos continuam incólumes e em altíssimo nível até hoje. A história é boa, mantendo o alto padrão dos jogos da Falcom, levando em consideração que sua proposta é mais amena, nada extenso e dramático demais. O design dos personagens, tanto na aparência quanto no esmero com a formação da personalidade de cada um, é de alto nível. A música do jogo é espetacular, com cada composição sendo memorável e emocionante. O combate é repleto de facetas, parecendo simplista demais no início, mas logo se tornando cativante e viciante. O fato da dificuldade do jogo ser extremamente bem balanceada faz com que o jogo nunca perca seu brilho ou pareça fácil demais.

O jogo não é muito extenso. Até mesmo por seu formato de fases, o jogo acaba passando a impressão de ser rápido demais. É possível completá-lo em cerca de 18 horas, mas não se esqueça que o jogo possui várias missões secundárias, bastante espaço para exploração, vários colecionáveis e outros itens para se adquirir. As fases alternativas em diferentes estações também são um atrativo à parte. O jogo possui ainda um modo de New Game + extensivo após completar o jogo, adicionando novas fases e ainda mais conteúdo. Caso o jogador queira fazer 100% do jogo, o tempo de jogo certamente irá dobrar, chegando a mais de 40 horas de conteúdo, uma quantia excelente para um RPG japonês. Talvez um pouco “pequeno” para os padrões atuais, mas ainda é uma duração excelente.

The Legend of Nayuta: Boundless Trails – Vale a Pena?

The Legend of Nayuta: Boundless Trails é mais um dos clássicos RPGs japoneses que eu nunca joguei, mas sempre tive vontade. Como o jogo sempre esteve preso no Japão, fico contente em poder desfrutar de RPGs tão cativantes em consoles modernos e em língua inglesa. É uma excelente adição ao catálogo de qualquer fã do gênero, e que a NIS America continue trazendo seus clássicos japoneses para nós, ocidentais, de preferência nos consoles atuais.

The Legend of Nayuta: Boundless Trails foi avaliado através de uma cópia gentilmente cedida pela NIS America – Agradecemos a cordialidade!

Confira também nossos outros reviews.

The Legend of Nayuta: Boundless Trails

Gráficos - 8.5
Jogabilidade - 9.5
Diversão - 9.5
Som - 9.5
Dificuldade - 10
Fator Replay - 10

9.5

The Legend of Nayuta: Boundless Trails é mais um dos clássicos RPGs japoneses que eu nunca joguei, mas sempre tive vontade. Como o jogo sempre esteve preso no Japão, fico contente em poder desfrutar de RPGs tão cativantes em consoles modernos e em língua inglesa. É uma excelente adição ao catálogo de qualquer fã do gênero, e que a NIS America continue trazendo seus clássicos japoneses para nós, ocidentais, de preferência nos consoles atuais.

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João Paulo Solano Lopes Filho

Sou um fã de videogames desde que me conheço por gente, principalmente de RPGs. Tento convencer os meus pais e a mim mesmo que não sou um viciado (acho).

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