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Steam Machine chega às mãos dos primeiros compradores e primeiro relato de “Led vermelho da morte” aparece

Primeiras unidades da Steam Machine chegam aos consumidores, mas relatos de falhas e superaquecimento levantam dúvidas sobre a confiabilidade do novo sistema da Valve.

As aguardadas Steam Machines começaram a ser entregues aos usuários que garantiram a pré-venda antes do estoque inicial se esgotar. O entusiasmo de abrir um novo sistema de jogos baseado em Linux, no entanto, rapidamente deu lugar à frustração: surgiram relatos de possíveis falhas de hardware logo nos primeiros dias de uso.

Segundo a Digital Foundry, diversos compradores recorreram ao Reddit para compartilhar experiências. Um deles relatou que sua unidade praticamente deixou de funcionar, exibindo uma luz vermelha na linha de LED do chassi — um sinal de alerta que indica problemas internos. Ainda não está claro se se trata de um erro de software, solucionável com uma reinstalação limpa do SteamOS, ou de uma falha física que exigiria devolução do equipamento à Valve.

O sistema de LEDs da Steam Machine funciona como um código de diagnóstico de problemas no sistema:

  • Barra inteira vermelha → superaquecimento.
  • LED vermelho na segunda metade → falha na GPU.
  • LED piscando no quarto quadrante → RAM não detectada.
  • LED piscando no segundo quadrante → SSD não reconhecido.

O caso mais comentado envolveu um usuário que jogava No Man’s Sky quando recebeu uma atualização de firmware. Desde então, a máquina ficou inutilizável. A comunidade passou a apelidar o problema de “linha vermelha da morte”, em referência ao infame Red Ring of Death do Xbox 360 — e, por extensão, à clássica Blue Screen of Death do Windows.

Enquanto isso, a Steam Machine enfrenta críticas pelo preço. O modelo básico, com apenas 512 GB de armazenamento, custa US$ 1.049, enquanto a versão mais robusta, com 2 TB, sai por US$ 1.349. Especialistas apontam que os valores estão acima do esperado, mesmo considerando a atual escassez de componentes. A própria Valve admite que tem pouca margem de negociação com fornecedores de memória.

Pierre-Loup Griffais, engenheiro da empresa, foi direto:

“Não há contrato; não há nada. Eles nos dão um preço todo mês e dizem: ‘Você pode comprar tantos, sim ou não.’ Se dissermos não, nunca mais falam com a gente.”

Fonte: gamingbolt

Marcelo Souza

Apaixonado por jogos e consoles desde 1990. Quando não esta escrevendo em algum site de games, esta jogando ou ensinando o Felipe a jogar.

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